quarta-feira, 11 de julho de 2012

O LAGO DE FOGO - Uma Análise Bíblica da Doutrina sobre a MALDIÇÃO ETERNA! (Parte II)

Parte I e Parte II




A CHAVE PARA A SALVAÇÃOSe o nosso desejo que através de um despertamento almas sejam salvas, isso somente pode acontecer se pregarmos sem compromissos e sem desculpas sobre o horror e a baixeza do pecado, sobre a santidade de Deus e sobre a existência do inferno. Se analisarmos a história dos movimentos de despertamento de todos os tempos, perceberemos que foram não somente um fruto da pregação sobre o amor de Deus, mas também da apresentação da ira de Deus, que virá sobre os homens.

Ouvimos muitas vezes sobre uma “chave para o despertamento”, mas sou de opinião que a verdadeira chave é o retorno para a boa, antiquada pregação dos metodistas originais, onde se falava da santidade de Deus, do ódio contra o pecado e também do fogo do juízo eterno. Eu creio na Bíblia, cada palavra da Bíblia é para mim a Palavra de Deus.

Eu creio o que ela diz sobre o amor de Deus, sobre sua misericórdia, sua paciência e benevolência., Creio também no que a Bíblia diz sobre o céu. Mas do mesmo modo creio que estamos tratando com um Deus santo, perfeito e justo, que de nenhum modo ignora a culpa e o pecado, mas que exige que toda desobediência e todas as transgressões encontrem seu justo castigo e retribuição. Por crer nisso e estar convencido disso, eu seria um hipócrita miserável se não advertisse meu próximo a respeito desse perigo.

A BÍBLIA FALA CLAROCito algumas passagens da Palavra de Deus. Se crês na Bíblia, ela te convencerá. Mas se não crês na Palavra de Deus, então falta-nos a base comum, na qual possamos edificar e todas as outras palavras não tem sentido. Assemelhas-te então a um navio sem leme, ou a um navegante que quer atravessar um oceano sem bússola. Na Segunda Epístola aos Tessalonicenses lemos o que o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, escreveu sobre a vinda do Senhor: “... quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da Glória do Seu Poder”(2 Ts. 1:7-9). E o apóstolo João escreve em Apocalipse 21:8: “Quando, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber a segunda morte”. Ou dão ouvido ao que diz o próprio Senhor Jesus, quando em Mateus 25 descreveu o fim dos pecadores: “Então o Rei virá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos... E irão estes para o castigo eterno, porém os justos para a vida eterna”(Mt 25:41-46).

Anônimo - 02/03/2011Creio que não é necessário apresentar mais passagens bíblicas para saber o que a Bíblia diz sobre o fim dos pecadores. Longe de mim, tentar convencer-te sobre a realidade do inferno. Quero somente dizer-te o que a Bíblia ensina e diz sobre esse lugar. Se tu o rejeitas, não rejeitas minhas palavras, mas a santa infalível Palavra de Deus. Se és de outra opinião que eu, isso não é trágico, pois em também posso errar; mas se és de outra opinião que a Palavra de Deus, então o és às custas e colocando em risco tua alma imortal. Se não crês, somente tens que haver-te com Ele, o autor e escritor da Bíblia, não comigo. Tudo que posso fazer e também tento sinceramente, é dizer a você o que Deus diz, deixando-o então a decisão de aceita-Lo ou não.

A EXISTÊNCIA DO INFERNO É NECESSÁRIA?Antes que terminemos este capítulo, eu gostaria ainda de dizer algumas palavras sobre a absoluta necessidade moral de uma retribuição. Sempre novamente ouve-se a objeção: “Não posso entender que um Deus que é amor pode enviar suas próprias criaturas para um lugar de tormento. Também não posso crer que o Deus amoroso deixará que soframos e sejamos afligidos em um lugar como o inferno”. Não é essa a questão que interessa; na verdade nossos sentimentos não tem nada a ver com isso. Trata-se, no fundo, do que Deus mesmo tem a dizer sobre essa questão, e não o que eu e tu pensamos sobre ela. Lembro que o diabo insinuou o mesmo argumento com Eva. Deus lhe havia dito: “... porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”(Gn. 2.17).

Admito que a árvore da vida, no Jardim do Éden, garantiria-se o homem não se afastasse de Deus, seria uma espécie de ligação entre o homem e Deus, uma eterna revitalização do seu ser, sendo-lhe a morte impossível. A partir do momento que o homem se desligou de Deus, essa energia que o revitalizaria eternamente declinou-se até a extinção.

Mas o diabo semeou dúvidas no coração de Eva, dizendo: “’E certo que não morrereis” (Gn. 3:4). Era a sua opinião em confronto com a de Deus. Repito mais uma vez queridos irmãos, que eu desejaria não precisar crer na realidade de uma maldição eterna. Mas além da Palavra de Deus, que ensina esse fato tão claramente, e da santidade de Deus, também meu próprio raciocínio e minha própria razão me dizem que deve haver uma retribuição, e por isso um lugar de retribuição. A realidade do inferno baseia-se nos princípios básicos da moral em toda a estrutura mundial. Se fosse abolido o castigo dos criminosos e violadores da lei, logo ruiria a moral e dignidade humana.

O FUNDAMENTO DE UM GOVERNOO fundamento de um bom governo é a justiça. Os violadores da lei tem que ser castigados. Temos leis, segundo as quais ladrões, assassinos, mentirosos, trapaceiros e traidores são castigados, e ninguém acha que isso é injusto. Cada prisão e penitenciária em todo o mundo é um monumento da necessidade de um governo moral e de justiça, e que os violadores tem que ser castigados.

Que mundo seria esse, se não houvesse leis, segundo as quais os homens fossem governados, e se não houvesse castigo para criminosos e infratores! Existe até a pena de morte para crimes contra a vida humana, e também aí ninguém põe em dúvida o direito do governo nessa questão.

Por que se quer então disputar o direito do Deus soberano e completamente justo, de castigar os homens que Ele mesmo Criou e que se rebelam contra ele? Se quiser negar a Deus o direito, também você logo descobrirá que a estrutura moral da Humanidade, sim, de todo o Universo, rui completamente e se transforma em caos, como nos ensina a 2a. Lei da Termodinâmica (ver o estudo da 2ª. Lei da Termodinâmica como maldição nessa comunidade).

OS PRIMEIROS HABITANTES DO INFERNO...”Mas a besta foi aprisionada, e com ela o falso profeta que, com os sinais feitos diante dela, seduziu aqueles que receberam a marca da besta, e eram os adoradores da sua imagem. Os dois foram lançados vivos dentro do lado do fogo que arde com enxofre”(ap. 19:20)”.

Nesse versículo assustador nos é dito quem serão os primeiros habitantes do inferno. Esses dois homens, a besta e o falso profeta, são as primeiras criaturas que serão lançadas no lago do fogo. O inferno está agora completamente vazio, completamente desabitado. Segundo a Bíblia, os perdidos encontram-se no “hades”(reino intermediário). Os anjos caídos encontram-se em um lugar chamado “tartaroo”(2 Pe 2:4). Após a Grande Tribulação e ao tempo da volta gloriosa de Jesus a esta terra, esses dois, o anticristo (besta) e o falso profeta serão corporalmente lançados dentro do lugar chamado o “LAGO DO FOGO”. Lá eles passarão mil anos. Depois disso, entretanto, também o seu mestre Satanás, compartilhará com eles o lugar de tormento.


É o que a Escritura nos diz claramente no Apocalipse: “Quando porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão... desceu, porém, fogo do céu e os consumiu. O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago do fogo e enxofre, onde também se encontram não só a besta como o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite pelos séculos dos séculos”(Ap: 20.7,9-10).

Anônimo - 02/03/2011
NENHUMA DESTRUIÇÃO
Essas palavras são muito importantes para deixarem de se consideradas. Durante mil anos esses dois homens, o anticristo (besta) e o falso profeta, ficarão no lago do fogo, sem que sejam queimados. Quando, após transcorridos mil anos, Satanás for reunido a eles, lemos na Escritura com a maior clareza: “O diabo... foi lançado para dentro do lago do fogo, onde também se encontram não só a besta como o falso profeta...”Portanto, após mil anos eles continuam lá, vivos. Por isso, não podemos ensinar que o inferno seja uma destruição. De modo nenhum trata-se de extinção da existência.


DEPOIS OS QUE SE PERDERAM
Até agora lemos de dois grupos que serão lançados no lago do fogo. No princípio dos mil anos, a besta e o falso profeta serão lançados no lago do fogo. Mil anos mais tarde, o diabo segue para o mesmo lugar de tormento, e logo depois todas as suas vítimas, todos os seus cúmplices serão reunidos a ele – todos os incrédulos. A palavra de Deus nos diz: “E, se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para dentro do lago do fogo”(Ap. 20.15).


OS SÚDITOS SERÃO BENDITOS
Claro é o ensino das Escrituras sobre os que não entrarão no Reino bendito. Os injustos, os impuros, os idólatras os adúlteros, os efeminados, os sodomitas(que praticam orgias), os ladrões, os maldizentes, os tímidos(que se acovardam na hora de defenderem sua fé), os incrédulos(ateus), os abomináveis, os assassinos, os feiticeiros, todos os mentirosos terão vedada sua entrada na Era Bendita e na cidade dos justos (I Co. 6: 9, 10; Ap.21: 8, 27).

Paulo, depois de declarar que os tais não herdarão o reino de Deus, mostra, contudo, haver esperança para os que quiserem sair deste universo de trevas para dentro do reino da luz: “Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus e no Espírito do nosso Deus”(I Cor. 6:11).

Anônimo - 02/03/2011Com o sangue do Cordeiro de Deus, o pecador arrependido é lavado, justificado e como diz em Tito 3:6-8: Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que Ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador, e, assim, pode entrar na Era Bendita e na cidade celestial pelas portas.(Ap. 22:14). Porque o convite é feito: O Espírito diz: Vem, Aquele que ouve diga: Vem, Aquele que tem sede, venha, e quem quiser receba de graça a água da vida. (Ap. 22:17).

Sete anos após o arrebatamento da Igreja, Jesus retorna com ela. Ã sua direita e à sua esquerda postar-se-ão os povos. Objetos de sua obra salvífica, estarão à sua direita os convertidos durante a maldita era do Anticristo – os que ainda nada sabiam de Jesus (Is. 66:19; Ro. 15:20,21). Hão de vê-lo aqueles que não tiveram notícia dele, e compreendê-lo os que nada tinham ouvido a seu respeito.

Os que rejeitaram o Senhor Jesus, preferindo a Besta, coisa que facilmente acontecerá com os incrédulos, estarão do lado esquerdo do Rei Bendito. Os benditos serão chamados para entrar na Era Bendita:
“Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. (Mt. 25:34).

Os que não creram, serão mandados para o lugar de eterna separação: “então o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”(Mt. 25:41).

Regenerados ou nascidos de novo (Jô. 3:3,7: I Pe. 1:22,23), “pois fostes regenerados, não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente”, só os benditos entrarão na Era bendita. E só estes podem amar os “pequeninos irmãos” raciais de Jesus – Os judeus; e sob a égide do grande Rei, garantido fica o bendito fato: Mal, morte, maldição nem dano algum prevalecerão na benditíssima era, acabou-se a 2a. Lei da Termodinâmica como maldição no universo.

A ORIGEM DO INFERNO
Enquanto a bíblia fala claramente sobre o inferno, há entretanto coisas sobre as quais ela cala ou dá somente indícios fracos. Não sabemos, por exemplo, quando foi criado o inferno, nem onde ele se localiza. Mas uma coisa podemos afirmar tranqüilos, ou seja, que o inferno não era parte da criação original de Deus.

Em Gênesis 1.1 temos relato da criação original. Antes do tempo desse versículo não existia nada além de Deus. Deus era tudo em todos, e completa santidade e amor envolviam a vida familiar do Pai, Filho e Espírito Santo. Nessa vida sem princípio do grande, eterno “Eu Sou”, o Auto-Existente planejou chamar à existência uma Criação, em um tempo que ele mesmo determinou em sua sabedoria soberana. No plano dessa criação original, que está descrita em Gênesis 1:1, o inferno não estava incluído. Ele deve ter sido acrescentado mais tarde.

Lemos no primeiro relato da Criação: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). Por Favor, observe que isso foi o princípio da criatura, mas não o princípio de Deus. Em João 1.1 nos é dito claramente que Deus já era quando criou “os céus e a terra”, Deus independe de ter sido criado, pois Ele é eterno. O Criador não precisava ser criado Ele é Auto-Existente (sempre existiu). João diz isso com as seguintes palavras: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1.1).

No Princípio, portanto Deus Criou os céus e a Terra. No texto original hebraico a palavra para céus é “shamayim”. A terminação “im” indica o plural. Isso pretende mostrar que há mais do que somente um céu. Na Bíblia distingue-se pelo menos três céus: o céu inferior (auronos), o céu intermediário (mesoranios) e o céu superior (eporanios). Por céu inferior entendemos o céu atmosférico, que envolve a terra com ar, nuvens e vapor. O Céu intermediário é o céu planetário das estrelas, chamado também o céu astronômico, e além desse céu está o céu superior, que na Escritura é também chamado “céu dos céus”.


Por: Antonio Esteves
Assemb. de Deus. - Cariacica - ES
aesteves60gmail.com


O LAGO DE FOGO - Uma Análise Bíblica da Doutrina sobre a MALDIÇÃO ETERNA! (Parte I)

Parte II         Parte III


O LAGO DO FOGO


“Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido. Porque tudo o que dissestes às escuras, será ouvido em plena luz; e o que dissestes aos ouvidos no interior da casa, será proclamado dos eirados.

Digo-vos, pois, amigos meus: Não temais os que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer. Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: Temei aquele que depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer” (Lucas 12. 2-5).


Essas palavras, que o Senhor Jesus disse, e através das quais mostrou aos seus ouvintes o perigo da maldição eterna no inferno, pertencem às mais solenes, sérias e comoventes palavras. Por terem sido ditas pelos lábios do Salvador, que é um Redentor dos homens, cheio de amor e misericórdia, elas atingem nossos ouvidos com clareza ainda maior.


UMA MENSAGEM DURA

A seguir vamos falar sobre o tema “O inferno bíblico”, ou responder à pergunta: “O que a Bíblia entende por “inferno”?” Enquanto reflito e raciocino, meu coração está ocupado com dois pensamentos importantes. Refletindo sobre o futuro dos filhos de Deus, o coração se aquece; pois eles passarão a longa Eternidade no céu, e com grande alegria esperamos pelas maravilhosas revelações prometidas na Escritura, que se destinam às pessoas que estão salvas pela fé em Jesus Cristo.


Mas se observarmos as outras revelações na Escritura, que falam sobre onde ficam os perdidos e malditos, e se lemos o que a Bíblia tem a dizer sobre o inferno, então o coração estremece de medo e espanto. Com que grande seriedade a Palavra de Deus fala do lugar que chama “inferno”. A esse lugar de terror, a Escritura também dá o nome de “lago do fogo”, o “lugar de destruição” para os perdidos ou “a negridão das trevas”.


Devo confessar que somente após dura luta interior decidi-me a escrever sobre esse tema. Eu desejo que pudesse crer que não existe inferno para os maus. Eu desejaria que nunca fosse preciso pregar sobre esse tema. Quanto mais eu preferiria falar somente do amor de Deus! Como eu ficaria feliz se nunca fosse preciso falar da ira de Deus, que repousa sobre o pecador! Devo dizer que tentei e esforcei-me sinceramente para nunca ter que falar sobre esse fato.


O PREGADOR NÃO TEM ESCOLHA

Mas o pregador do Evangelho não tem escolha nessas coisas. Ele tem que anunciar o conselho completo de Deus, e mostrar aos homens tudo que a Palavra de Deus contém. A séria advertência que o profeta Ezequiel expressa, ressoava sempre de novo em meus ouvidos, até que finalmente segui em obediência:


“Filho do homem: eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra, e os avisarás da minha parte. Quando eu disser ao perverso: Certamente morrerás; e tu não o avisares, e nada disseres para o advertir do seu caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei” (Ez. 3.17-18).


Isso me bastou. Prometi ao Senhor naquele momento, que com seu auxílio eu aplicaria todas as minhas forças para advertir meu próximo e manter minhas mãos limpas e imaculadas. Como motivo para escrever sobre a realidade do inferno, eu gostaria de citar as seguintes quatro coisas:


1) Trata-se de uma clara revelação da Escritura.


2) Deus nos ordenou que advertíssimos os homens a respeito.


3) Porque dos púlpitos modernos quase nunca se fala desse fato, é uma imperiosa necessidade moral em uma estrutura moral universal.



Vemos primeiro que a Escritura fala com diferentes denominações de um lugar onde os maus, os impenitentes, e aqueles que rejeitam e desprezam Cristo, terão que passar a Eternidade. Esse lugar é chamado: o lago do fogo, a segunda morte, o lugar da negridão das trevas, o lugar preparado para o diabo e seus anjos – e muitos outros nomes equivalentes.


Todos, porém, são resumidos na palavra inferno. A própria palavra aparece 30 vezes na Bíblia, nós a encontramos 10 vezes no Antigo Testamento e 20 vezes no Novo Testamento. Entretanto, temos que dizer que a palavra “inferno” na Bíblia é uma tradução de no mínimo três diferentes palavras. Sempre que a palavra aparece no antigo Testamento, trata-se sem exceção de “sheol” e não se refere ao inferno, mas descreve o lugar onde os mortos permanecem temporariamente até à ressurreição de Jesus Cristo. No Novo Testamento a palavra “inferno” aparece 20 vezes, mas no mínimo 7 vezes trata-se da tradução da palavra “hades”. A palavra “hades” vem do grego e tem o mesmo significado que o hebraico “sheol”, e ambas as palavras indicam o lugar onde encontram-se os mortos não salvos.


Nessas passagens bíblicas do Novo Testamento em que aparece a palavra “inferno”, não se fala, portanto, do local de eterna maldição dos perdidos, não se fala do lago do fogo, mas do “sheol-hades” temporário, onde os perdidos são guardados até ao dia do juízo, no qual também o “sheol-hades” será lançado no lago do fogo: “então a morte e o inferno foram lançados para dentro do lado do fogo. Esta é a segunda morte”(Ap. 20.14).


As almas das pessoas que rejeitaram à Jesus estão agora no “hades”. No final do reinado de Jesus, por ocasião da segunda ressurreição, também eles ressuscitarão e após o juízo serão lançados no lago do fogo, e isso com corpo e alma. Por isso é importante que distingamos o lugar intermediário “sheol-hades”, onde encontram-se agora os perdidos, e o “inferno”, o lugar da maldição eterna.


Como estamos falando desse fato, temos também que analisar ainda outra palavra, que aparece somente uma vez na Bíblia e também foi traduzida por “inferno”. Ela encontra-se em 2 Pedro 2.4: “Ora, se Deus não poupou a anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo”.


JESUS USOU A PALAVRA ONZE VEZES


Em doze diferentes passagens do Novo Testamento é usada a palavra “inferno”, traduzida corretamente do texto original e onde significa o lugar da maldição eterna. É admirável que essa séria palavra foi dita onze vezes pelos lábios de Jesus, que era a própria mansidão, e somente uma vez por um outro, ou seja, por Tiago em Tiago 3.6.


Acentuo especialmente o fato que a palavra “geena-inferno” saiu onze vezes dos lábios do Salvador, que era tão amoroso, misericordioso e manso, e que veio para salvar os homens da maldição eterna. Foi uma das maiores preocupações do Senhor Jesus, salvar-nos desta maldição eterna.


Três vezes o Senhor citou a palavra em seu Sermão do Monte. Também aqui temos que mostrar o fato com toda a seriedade, porque a teologia moderna nega a existência do inferno. Sempre de novo é dito que Deus é amor, que é tão amigo, misericordioso, tão paciente, que nunca pensaria em lançar suas criaturas para dentro de tal lago do fogo.


Quantas vezes nos é dito que não deveríamos pregar sobre juízo, pecado, maldição e destruição eterna; pois essa seria uma doutrina medieval e pagã, uma sobra dos negros tempos do politeísmo pagão. É dito a nós que é melhor pregar sobre as bem-aventuranças, sobre o “áureo caminho do meio” e também sobre o Sermão do Monte. Com essas palavras, somos freqüentemente exortados.


Sim, de fato, deveríamos falar mais sobre o Sermão do Monte; mas então precisamos também pregar sobre a realidade do inferno, pois a primeira vez em que essa palavra aparece no Novo Testamento ela foi dita pelo próprio Salvador sobre o monte (Mt 5: 22, 29,30).



O INFERNO É UM FATO

O inferno é uma realidade terrível. Podemos rebelar-nos contra ela, podemos tentar nega-la – o fato permanece. Eu também gostaria de poder crer que não houvesse um lugar de maldição eterna, mas se eu cresse nisso, teria que jogar fora minha Bíblia, teria que fazer de Jesus um enganador, poderia violar qualquer lei, qualquer mandamento moral, teria que abandonar minha fé em um Deus Santo e Justo. Se não existe um julgamento eterno do qual preciso ser salvo, então também foi desnecessária a vinda do Salvador, sua morte teria sido um julgamento errado da parte de Deus, e a Bíblia se tornaria um livro de lendas obscuras e apavorantes, cheia de pessimismo, o que com certeza não é.


Se não há um inferno, então todo pregador do Evangelho que adverte os pecadores sobre a ira vindoura de Deus é um miserável, abjeto agoureiro, que deveria ser levado a silenciar imediatamente e para sempre.


Mas se Deus e a Bíblia continuam com razão, e a existência do inferno é mesmo um fato inegável, então por outro lado, também todos os pregadores que não levantam sua voz para advertir os homens sobre a futura ira de Deus, não são nada mais que miseráveis, infiéis traidores do seu próximo e obreiros desobedientes a Deus e à Sua Palavra.


Mas se tu pensas que essas palavras são muito drásticas, então deixa-me lembrar-te mais uma vez as palavras que estão no princípio deste capítulo: “Digo-vos, pois, amigos meus: Não temais os que matam o corpo e, depois, disso, nada mais podem fazer. Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: Temei aquele que depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim digo-vos, a esse deveis temer” (Lucas 12:4-5).

Ou escuta o que Jesus diz em outro lugar: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer parecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mt. 10.28). Essas palavras do Salvador ou são verdade ou não são verdade. Há somente uma possibilidade. Se elas não são verdade, então o Senhor enganou-se, e então também não tem sentido que continuemos carregando a Bíblia conosco. Mas essas palavras são a pura verdade, elas são a Palavra de Deus. Jesus mesmo disse essas palavras, e por isso, como servo do meu Deus, não posso fazer outra coisa do que exclamar: apressa-te e foge da ira vindoura de Deus, antes que seja tarde para sempre!

Não posso fazer nada, as palavras do profeta Ezequiel continuam ressoando em minha alma: “Quando eu disser ao perverso: Certamente morrerás; e tu não o avisares, e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei” (Ez. 3.18).


Oh meu Deus, ajuda-me que minhas mãos permaneçam limpas do sangue do meu próximo. Permite-me dizer-te como podes escapar do terrível destino da maldição eterna. Deus diz que não quer que alguém se perca.


Ele preparou um caminho para escapar de tudo isso, por meio do seu Filho Jesus Cristo. Jesus, o Filho de Deus, morreu na Cruz e ressuscitou dentre os mortos, para salvar-nos da sentença da maldição eterna. Sua Palavra diz tão claramente: “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tema vida eterna, não entra em Juízo, mas passou da morte para a vida” (Jo 5:24). “Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo”(Rm: 10.13).


Invoca agora o Senhor, vem a ele na fé. Chega-te a Ele agora e crê na Sua Palavra:...”o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”(Jo 6:37).


A VERDADE MAIS ABAFADA

“e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu. Então ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos, e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes”(Mt: 22.12-13).


A Palavra de Deus e Jesus mesmo ensinam sem contradição e não deixam dúvidas de que existe tanto um céu para os bem-aventurados, como também um inferno para os perdidos. É uma exigência da Escritura, da qual não é possível fugir, falar sobre esse tema impopular. Justamente porque essa verdade é tão impopular e desagradável, na maior parte dos púlpitos não se fala sobre ela, e em muitas igrejas esse tema é proibido, por pertencer às verdades desagradáveis que se prefere não tocar. A palavra “inferno”, pode hoje ser ouvida com muito mais freqüência nas ruas, nos trens, nos ônibus e em quase toda a Rede Mundial de Computadores (Internet) do que nos púlpitos das igrejas.


Homens que negam a Deus utilizam a palavra muito mais freqüentemente para maldizer do que muitos pregadores na igreja. Lá onde deveria ser mais aplicada, ela é escrupulosamente evitada.
 
parte II, parte III
 

terça-feira, 10 de julho de 2012

10 mandamentos do namoro




*
Quero compartilhar com vocês jovens e adultos, solteiros.
Foi lido e achei muito importante.



Quais são os 10 mandamentos do namoro?

Namoro é uma fase muito bonita. É definida como o ato de galantear, cortejar, procurar inspirar amor a alguém. O namoro cristão, tenha a idade que tiver, deve ser uma convivência afetiva preliminar que amadurece e prepara o casal para o compromisso mais profundo. O contrário disso, longe dos princípios de Deus, pode resultar em uma experiência nociva e traumática. Observe alguns princípios que ajudam a manter o seu namoro dentro do ponto de vista de Deus.

1. Não namore por lazer: namoro não é passatempo e o cristão consciente deve encarar o namoro como uma etapa importante e básica para um relacionamento duradouro e feliz. Casamentos sólidos decorrem de namoros bem ajustados.

2. Não se prenda em um jugo desigual (II Co 6:14-18): iniciar um namoro com alguém que não tem temor a Deus e não é uma nova criatura pode resultar em um casamento equivocado. E atenção: mesmo pessoas que freqüentam igrejas evangélicas podem não ser verdadeiros convertidos ou não levarem o relacionamento com Deus a sério.

3. Imponha limites no relacionamento: o namoro moderno, segundo o ponto de vista dos incrédulos, está deformado e nele intimidade sexual ou práticas que levam a uma intimidade cada vez maior são normais, mas o namoro do cristão não deve ser assim, o que nos leva ao próximo mandamento.

4. Diga não ao sexo: Deus criou o sexo para ser praticado entre duas pessoas que se amam e têm entre si um compromisso permanente. É uma bênção para ser desfrutada plenamente dentro do casamento; fora dele é impureza.

5. Promova o diálogo e a comunicação: conversar é essencial, estabeleça uma comunicação constante, franca e direta e não evite conversar sobre qualquer assunto.

6. Cultive o romantismo: a convivência a dois deve ser marcada por gentileza, cordialidade e romantismo. Isso não é cafona, nem é coisa do passado e traz brilho ao relacionamento.

7. Mantenha a dignidade e o respeito: o namoro equilibrado tem um tratamento recíproco de dignidade, respeito e valorização. O respeito é imprescindível para um compromisso respeitoso e duradouro. Desrespeito é falta de amor.

8. Pratique a fidelidade: infidelidade no namoro leva à infidelidade no casamento. Fidelidade é elemento imprescindível em qualquer tipo de relacionamento coerente à vontade de Deus, que abomina a leviandade.

9. Assuma publicamente seu relacionamento: uma pessoa madura e coerente com a vontade de Deus não precisa e nem deve lutar contra seus sentimentos ou escondê-los.

10. Forme um triângulo amoroso: namoro realmente cristão só é bom a três: o casal e Deus. Ele deve ser o centro e o objetivo do namoro.

Deixe Deus orientar e consolidar seu namoro. Viva integralmente as bênçãos que Deus tem para você através do namoro. E seja feliz.


domingo, 8 de julho de 2012

Escola Bíblica: Um seminário Bíblico disponível para ensino e edificação de sua fé Cristã

 Venham todos à Escola Bíblica Dominical, hoje estaremos meditando no Tema 
"A ENFERMIDADE NA VIDA DO CRENTE". 

Vá até uma loja que venda produtos evangélicos e adquira a Revista (figura ao lado). Procure aos domingos uma Igreja Assembléia de Deus e receba o genuíno e bíblico ensino sobre este e outros assuntos importantes para a sua vida. Neste trimestre estaremos aprendendo com Cristo a VENCER AS AFLIÇÕES DA VIDA, pois apesar de todas as aflições pelas quais passamos o Senhor nos livra de todas. 







sábado, 7 de julho de 2012

Em Breve!!!! Lançamento do DVD de mensagens "Saindo do Ventre".

          Em Breve!!!!!

Lançamento de mais um DVD de mensagens do Evangelista Anderson Predes, adquira o seu original e seja abençoado e abençoe também esse Ministério.

           Entre em Contato:
(84) 8140-5940  /  (84) 9653-0575
.
   Imagens, Edição e Gravação:
        Delta Videos Produtora: 
           (84) 9922-7556


Postaremos clip da mensagem posteriormente!!


O ciúme é amor ou uma doença?


 Saiba o que a Bíblia diz

O ciúme é um sentimento que apresenta caráter instintivo e natural marcado por outros sentimentos como medo, incerteza, insegurança, dúvida, imaginação, obsessão ou delírio. Em certas ocasiões, é normal e aceitável sentir ciúmes. Não é perigoso ter este sentimento desde que não seja em excesso.

Nos relacionamentos onde os sentimentos de ciúme são moderados, ele lembra ao casal que um não deve considerar o outro como definitivamente conquistado. Pode encorajar casais a fazer com que se apreciem mutuamente e façam um esforço consciente para assegurar que o parceiro se sinta valorizado.

Ciúme potencializa as emoções, fazendo o amor se sentir mais forte. Em doses pequenas, ciúme pode ser um estímulo positivo num relacionamento. Mas quando é intenso ou irracional, a história é bem diferente, quando em excesso pode ser considerado doentio.

Quando isso acontece pode afetar gravemente uma relação, levando o outro parceiro a sentir-se constantemente inferior a qualquer outro " concorrente". O parceiro ciumento, em alguns casos chega a violência, levando a morte, destruição de famílias, entre outras situações.

A origem da palavra ciúme. Ela vem do latim zelumen, que vem do grego zelus. Originalmente ciúme significa zelo e cuidado.

Todos nós já sentimos ciúme pelas coisas que gostamos (coleções de objetos, uma roupa, um brinquedo preferido) ou por alguém que amamos (pai, mãe, irmãos, amigos). Mas é nos relacionamentos amorosos que este sentimento é mais freqüente. Sentir ciúme pelo que ou por quem gostamos é normal, faz parte do cuidado, do querer bem e ser amado.

Dizem que um pouco de ciúme apimenta a relação. Acho que isto se refere a não sermos indiferente ao parceiro, nos importarmos com ele.

Mas o ciúme pode crescer, se descontrolar e tornar-se uma doença. A partir daí não há mais cuidado e nem zelo, mas sim controle e desconfiança. Isto, não é mais o amor, já que se perde o respeito pelo outro, fundamental numa relação.

Quantas vezes já não tivemos notícias ou até mesmo presenciamos cenas de brigas e até agressões. Pessoas que dizem amar o outro e que cometem atos irracionais, nomeados como ciúme, que colocam em risco a integridade física da outra pessoa, com ameaças, destruição de bens.

Na nossa cultura os homens, no geral, foram treinados para um verdadeiro pavor de envolvimento. Adora sexo, o prazer imediato do relacionamento, a sedução esporádica, mas tremem diante de qualquer coisa que signifique compromisso.

Mães dominadoras, possessivas, excessivamente protetoras, criaram homens com medo de amar. O que na verdade, é o medo do abandono. Assim é a manifestação do ciúme masculino na nossa sociedade.

A indiferença masculina é uma defesa preventiva à possibilidade do abandono, da dominação, da traição feminina. O ciúme, ou seja, o medo de perder inviabiliza o amor que é sempre risco, confiança e entrega.

É a chamada síndrome do laço no pescoço.

Aliás, é comum falar do casamento como forca, prisão.

Quando, porém, ele fica sabendo que ela está com outro relacionamento ele fica “louco de ciúme” e tenta se aproximar. E se ela aceita a aproximação, ele a despreza novamente. E às vezes relacionamentos movidos por esta estrutura ficam anos neste jogo do vai e volta e com muito sofrimento para ambos.

A incapacidade de amar é o seguinte: Quero todas as vantagens prazerosas do relacionamento (eu gosto dela), mas meu medo de perder me faz não querer os riscos possíveis do compromisso. E como sempre, quem tudo quer tudo perde.

Perde, sobretudo, a vivência gostosa do amor, representada pelo companheirismo, sensação de inclusão e pela paz dos que se relacionam com afeto e ternura.

Como, porém, em todo relacionamento a mão é dupla, esta dificuldade masculina é reforçada e alimentada pela contra partida da mulher.

Ao contrário do homem, em pólo oposto, as mulheres em geral, são extremamente carentes. Carência provocada pela ausência ou frieza paterna, realimentada continuamente pela falsa crença cultural de que a mulher só será feliz se tiver “alguém”, se casar e se tiver filhos.

Daí o ciúme feminino, traduzido em um controle excessivo do namorado, ou marido, em um desejo de estar junto o tempo todo, sufocando e oprimindo a individualidade do outro.

Aqui a síndrome é a do laço na mão, pronto para laçar o homem. Imaginem a impossibilidade de um relacionamento em que a mulher, dada a sua insegurança e carência faz de tudo para prender e segurar um homem cuja neurose principal é ter pavor de ficar preso.

Relacionamentos desta natureza, mesmo quando as pessoas se casaram, terminam sempre de maneira traumática e mesmo antes do término, são permeados por brigas constantes, ciúmes, violências verbais ou físicas, constantes términos e voltas e muito sofrimento.

O pano de fundo de tudo isto é o ciúme, ou seja, o medo de perder, o medo do abandono, o medo de amar, o medo da solidão ou o medo do compromisso.

Ainda que o ciúme apareça com várias caras é sempre ele o responsável pelo sofrimento na relação amorosa. E ao invés das pessoas tratarem deste sentimento que tão mal fazem às construções amorosas, elas preferem terminar os relacionamentos, achando que o próximo será melhor.

Para resolver uma situação de desconfiança ou ciúme não tem jeito: temos que dialogar.

Primeiro conosco mesmo: há motivos para esse sentimento? Será que estou num momento mais inseguro pessoalmente? E dialogar também com o parceiro ou parceira, contando como se sente em determinadas situações e buscando mudanças que procurem respeitar aos dois.

O cuidado com o outro, a confiança e o respeito são os pilares de uma relação saudável e madura. O diálogo e o olhar para as próprias emoções e para as necessidades do parceiro ou parceira são fundamentais para que o ciúme e desconfiança não estraguem o futuro e felicidade de nosso relacionamento.

O ciúme é um sentimento que surge por uma sensação de perda, ou por acharmos que estamos sendo rejeitados em troca de outra pessoa.

É um sentimento proveniente do orgulho, que é traduzido muitas vezes na Bíblia como soberba, que nada mais é do que a manifestação do alto apreço

Geralmente o ciúme é causado dentro de nós pela pessoa que mais apreciamos, amamos e que geralmente temos relacionamento.

Por amarmos muito alguém, temos a expectativa de sermos correspondidos, portanto, quando não somos, nós sentimos traídos; afinal achamos que estamos dando o nosso amor e esperamos receber o mesmo de volta.

No relacionamento, entendemos no nosso íntimo, que temos um acordo de dedicação amorosa e de atenção exclusiva do nosso parceiro, pois nos dedicamos inteiramente a ele e queremos a mesma resposta.

Quando por um motivo ou outro, não conseguimos o retorno de amor e atenção esperado, ou nos sentimos ameaçados pela interferência de outro, a faísca causada pelo orgulho acende a chama do ciúme.

O ciúme, por sua vez, é a faísca que faz acender outros pecados, desde as brigas, agressões e até a morte.

Vejamos agora o que a Palavra de Deus nos fala sobre o ciúme.

 O primeiro caso de ciúmes relatado na Bíblia exemplifica a morte causada pelo ciúme. Foi a morte de Abel, causada por Caim pelo ciúme. Infelizmente hoje, vemos muitos casos de mortes causadas pelo ciúme.

 Ana tinha ciúmes de Elcana e sua outra mulher Penina. (1 Samuel cap. 1)

 As esposas de Jacó tinham ciúmes uma da outra por causa do marido comum. (Gn 29 e 30)

 No livro de Números há uma pequena história sobre ciúmes. (Nm 11. 16 – 29)

 (Pv 6.34)

 (Ct 8.6)

 (Rm 10.19)

 (Tg 4.5)

Diante dos frutos ruins produzidos pelo ciúme, podemos entender que ele não vem de Deus. Assim é o que a Bíblia diz em I Co 13.4-5:

“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;”

De acordo com a Bíblia, no amor que vem de Deus não existe ciúme.

Num relacionamento onde duas pessoas são verdadeiramente cristãs, o ciúme não aparece – e nem deveria, pois o verdadeiro cristão não se envolve em situações que provocam ciúmes ao cônjuge.

Se o ciúme está no relacionamento entre duas pessoas convertidas, então é preciso que o ciumento (ou o provocador de ciúmes) se aproxime mais de Deus e passe a confiar Nele.

Quando Deus passa a ser o direcionador do relacionamento, o ciúme acaba. Conheço alguns casais que tinham problemas sérios de ciúmes.

Muitos com motivos, mas que eliminaram esse problema através da transformação de Deus em suas vidas. Eles aprenderam a se respeitar e a se amar, conquistando confiança um no outro, porque viram que já não eram como antes – a velha criatura; mas agora eram novas criaturas, nascidos de novo; portanto novas pessoas transformadas que aprenderam como serem maridos e esposas de Deus.

Também conheço casais que freqüentam a Igreja, mas tem brigas constantes de ciúmes. Foram levados a aprenderem sobre o relacionamento cristão, mas se focaram no problema e não no aprendizado. Sendo assim, não conseguiram aprender como ter um relacionamento cristão e não foram transformados, permanecendo com o problema.

A Bíblia diz: “o amor não arde em ciúmes” (1 Co 13:4).

O amor combina com liberdade e com libertação. Quem ama confia, libera, emancipa o outro. Arder em ciúme é se deixar tomar pela insegurança, pelo medo. Isso acaba com qualquer relacionamento.

Isso, quando o ciúme não é mera projeção. Isto é, o sujeito não é fiel e pensa que ela, quando está longe do seu controle, está fazendo, com ele, o que ele está fazendo com Lea. E aí é verdadeiro o ditado: “o inocente paga pelo pecador.”

Às vezes o ciúme tem a ver com o medo de perder o ente amado, acontece, principalmente, quando um dos cônjuges sofre de algum complexo de inferioridade e, como sabe que o outro, por causa da sociedade em que vivemos, está, pelo menos, sob algum assédio, é tomado pelo pavor de perdê-lo.

Aí é preciso convencer o outro com consistentes demonstrações de seu amor. E, um tem de aprender a confiar no outro, assim como clamar a Deus que não os deixe cair em tentação.

É triste ouvir a mulher ou o homem a dizer: “Não é que ela ou ele não me ame, mas que me sufoca com aquele ciúme doentio.”

Lembre-se: arder em ciúme não é amar. O amor liberta, confia, estimula o outro, o faz sentir-se importante, digno de confiança. E uma pessoa que se sente amada reage a esse amor com maior amor ainda. Por isso não se deixe tomar pelo ciúme, se for o caso procure ajuda. Faça o outro feliz para ser feliz.

A única maneira de acabar com o ciúme sem acabar com o amor e o relacionamento, que não agrada à Deus; é levar o relacionamento aos moldes cristãos, permitindo uma transformação no caráter de cada cônjuge.

Se você tem ciúmes constantemente, apesar de ter um relacionamento cristão; é preciso aprender a confiar em Deus e enxergar seu cônjuge como uma pessoa transformada. Muito, por causa do passado, tem dificuldade em ter confiança nesse novo relacionamento que envolve Cristo. É preciso então da ajuda de Deus.

Aconselho que ore pedindo a Deus para mudar seu coração e te libertar desse sentimento maligno. Se achar necessário, peça ajuda a um pastor de sua confiança para orar contigo, mas busque em Deus para mudar esse sentimento que atrapalha o relacionamento e sua felicidade.

Acredite mais em você, aceite o amor de seu cônjuge, aceite o milagre de Deus!

Você pode sim ser especial para o seu cônjuge! Deus quer isso!

Que Deus ajude a cada um dos casais a viverem um para o outro.
E ambos para a glória do Senhor em nome de Jesus, amém!

Por: Jânio Santos de Oliveira
Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de Deus Taquara - Duque de Caxias - RJ
jsoliveiraconstrucao@bol.com.br



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Campanha de oração "Madrugada com Deus".


A Congregação Betesda está durante este mês orando pela madrugada, ore conosco das 05:00 hs às 06:00 hs, onde você estiver em qualquer parte do mundo a sua oração é importante para ñós e cremos que Deus ouvirá o seu clamor. Então pedimso o seu apoio, você americano, malaio, português. Russo, chinês, alemão, africano, e de outros países que aqui não está sendo mencionado mas você tem acessado o nosso blog. Ore por nós e conosco. Deus irá recompensar. A oração do justo pode muito em seus efeitos. Na Campanha anterior de Oração e Libertação foram colhidos muitos frutos, dessa feita cremos que não será diferente pois o Senhor estará colhendo cada pedido de oração e derramando suas bençãos.
 Convidamos a todos os que puderem comparecer a estarem conosco e certamente Deus estará lhe abençoando.